Na Alemanha humilhada pelo Tratado de Versalhes e devastada pela crise de 1929, Adolf Hitler chegou ao poder em 1933 prometendo restaurar a grandeza nacional. Após anexar Áustria e Tchecoslováquia, invadiu a Polônia em 1939, dando início ao conflito.
De um lado, Alemanha, Itália e Japão (Eixo); do outro, Reino Unido, França, União Soviética, Estados Unidos e dezenas de outros países (Aliados). A guerra foi travada simultaneamente na Europa e no Pacífico, em escala nunca vista.
A guerra devastou a Europa e projetou EUA e URSS como superpotências rivais, dando início à Guerra Fria. A criação da ONU em 1945 e a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948 nasceram diretamente do horror do conflito.
💡 Você sabia? A Segunda Guerra Mundial foi a primeira guerra da história em que o número de civis mortos superou o de soldados.
O historiador britânico Ian Kershaw, biógrafo definitivo de Hitler, argumenta em suas obras que entender a Segunda Guerra exige entender a figura do próprio ditador: para Kershaw, o regime nazista funcionava por um mecanismo que ele chamou de “trabalhando rumo ao Führer” — funcionários e generais antecipavam e radicalizavam as vontades supostas de Hitler, o que ajuda a explicar tanto as decisões militares desastrosas do fim da guerra quanto a escalada do extermínio.
Já o historiador britânico Richard Overy, em Por Que os Aliados Ganharam, questiona a ideia de que essa vitória tenha sido inevitável: muitas das batalhas mais decisivas do conflito — como a Batalha da Inglaterra, a Batalha do Atlântico e Stalingrado — foram vencidas antes que a balança de recursos pendesse fortemente a favor dos Aliados. Para Overy, o que explica a vitória não é simplesmente ter mais aço, mais aviões e mais soldados, mas a capacidade de transformar esse potencial econômico em poder de combate efetivo, através de melhor organização, moral das tropas e inovação tecnológica.
O historiador britânico Antony Beevor, em A Segunda Guerra Mundial, une essas duas perspectivas em uma narrativa abrangente que reconstrói o conflito em todas as suas frentes — do Leste Europeu ao Pacífico —, mostrando através de relatos de soldados e civis como decisões tomadas em gabinetes distantes se traduziam em sofrimento concreto nas cidades bombardeadas e nos campos de batalha.
Este resumo se apoia, entre outras fontes, em três referências centrais sobre a Segunda Guerra Mundial: